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O Marajó sediou o XVI Torneio Leiteiro Estadual de Búfalas e o V Torneio Leiteiro de Búfalas de Cachoeira do Arari*, realizados de 30 de junho a 3 de julho, em Cachoeira do Arari. O evento reforçou a tradição da bubalinocultura e evidenciou os avanços tecnológicos que impulsionam a produção de leite e carne de búfalo na região.

Entre as propriedades participantes esteve a Fazenda Paraíso, do produtor João Rocha, presidente do Sindicato Rural de Cachoeira do Arari, destacou como as biotecnologias têm contribuído para aumentar a produtividade da bubalinocultura brasileira e ampliar a disseminação de genética de qualidade entre os criadores.

“As principais biotecnologias utilizadas na promoção do melhoramento genético de búfalos são: a inseminação artificial e a transferência de embriões. A inseminação artificial tem avançado bastante nos últimos anos através do avanço na seleção de touros doadores de sêmen que sejam realmente melhoradores, tornando possível a introdução desse material genético dentro dos rebanhos comerciais. Já a produção de embriões acelera ainda mais o melhoramento genético devido permitir a reprodução de fêmeas de alta produção. Essas fêmeas tornam-se doadoras de embriões e esses são transferidos para rebanhos comerciais possibilitando a introdução de material genético de alta qualidade nos rebanhos. Essas técnicas têm possibilitado um grande avanço no aumento da produção de carne e leite de búfalo no Brasil e a difusão de genética entre os criadores.”, informou João Rocha.

O diretor do Sistema Faepa/Senar-PA, Guilherme Minssen, destaca a importância do resultado zootécnico nas provas leiteiras com o trabalho realizado junto à Assistência Técnica e Gerencial do Senar Pará. “É necessário citar a capacitação nutricional realizada pelo Senar-PA por meio da ATeG Leite, que viabilizou a técnica de silagem das capineiras planejadas para a região”, ressaltou.

Além da competição, o evento teve caráter educativo. Vinte e cinco estudantes de Medicina Veterinária e Zootecnia, de instituições públicas e privadas, participaram como fiscais, acompanhando as pesagens e as ordenhas dos animais, o que proporcionou experiência prática e aproximação com a realidade do campo