O Palácio da Agricultura, em Belém, recebeu nesta quinta-feira (26) o lançamento do Projeto de Integração da Cadeia do Açaí, iniciativa da Polpanorte voltada à organização produtiva, ao aumento da renda no campo e ao desenvolvimento sustentável da região. O evento contou com a presença do presidente do Sistema Faepa/Senar, Carlos Xavier, além de representantes do Banco do Brasil, Embrapa e Emater, reforçando a parceria entre instituições públicas e privadas para impulsionar o setor.
A proposta integra os diferentes elos da cadeia, desde a produção até a indústria, por meio de assistência técnica, acesso ao crédito e garantia de compra da produção. O modelo busca oferecer mais segurança ao produtor rural, estimular boas práticas de manejo e elevar a qualidade da matéria-prima, contribuindo para uma cadeia mais estruturada e eficiente.
O açaí tem papel estratégico na economia paraense, sendo uma das principais fontes de renda para milhares de famílias. O Pará concentra a maior parte da produção nacional, o que reforça a importância de iniciativas que promovam o fortalecimento da atividade e a valorização dos produtores locais.
Entre os diferenciais do projeto está a oferta de condições facilitadas de financiamento, com taxas mais acessíveis e mecanismos que reduzem os riscos da operação. Além disso, os produtores participantes contam com acompanhamento técnico contínuo, favorecendo a melhoria da produção e a adoção de tecnologias no campo.
A iniciativa prevê atuação direta em municípios paraenses, com ações de orientação e mobilização de produtores para adesão ao programa. O modelo de integração produtiva inclui a garantia de compra da produção durante o período do financiamento, contribuindo para dar maior previsibilidade de renda e fortalecer a cadeia do açaí no estado.
O projeto se baseia em experiências já desenvolvidas pela Polpanorte em outras regiões do país, onde programas de fomento contribuíram para organizar a produção, reduzir perdas e incentivar investimentos. A adaptação desse modelo à realidade paraense busca ampliar a eficiência do setor e promover maior integração entre produtores, instituições e mercado.