{"id":708,"date":"2017-10-11T14:57:45","date_gmt":"2017-10-11T17:57:45","guid":{"rendered":"http:\/\/sistemafaepa.com.br\/faepa\/?p=708"},"modified":"2017-10-11T14:57:45","modified_gmt":"2017-10-11T17:57:45","slug":"agro-cuida-do-meio-ambiente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistemafaepa.com.br\/faepa\/agro-cuida-do-meio-ambiente\/","title":{"rendered":"Agro cuida do meio ambiente"},"content":{"rendered":"<p>Grande produtor de alimentos, energia e fibras, o Brasil \u00e9 uma pot\u00eancia em preserva\u00e7\u00e3o ambiental com cerca de 67% de seu territ\u00f3rio em vegeta\u00e7\u00e3o nativa preservada ou protegida. \u00c9 o que aponta a primeira an\u00e1lise das informa\u00e7\u00f5es de mais 4 milh\u00f5es de produtores inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR), realizada pela Embrapa Monitoramento por Sat\u00e9lite. Eles preservam mais vegeta\u00e7\u00e3o nativa em seus im\u00f3veis do que todas as unidades de conserva\u00e7\u00e3o juntas.<\/p>\n<p>Os c\u00e1lculos da Embrapa demonstram o papel \u00fanico da agropecu\u00e1ria na preserva\u00e7\u00e3o ambiental: as unidades de conserva\u00e7\u00e3o protegem em vegeta\u00e7\u00e3o nativa o equivalente a 13% do Brasil e os produtores mais de 20% do pa\u00eds, como \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o permanente, reserva legal e vegeta\u00e7\u00e3o excedente.<\/p>\n<p>No Sul, as unidades ind\u00edgenas protegem 2% da regi\u00e3o. Nos im\u00f3veis rurais, os produtores preservam o equivalente a 17% dos estados, oito vezes mais. Dentro da \u00e1rea agr\u00edcola, os produtores preservam 26% das terras, n\u00famero superior \u00e0 exig\u00eancia do C\u00f3digo Florestal.<\/p>\n<p>No Sudeste, ainda sem os dados do Espirito Santo, os produtores preservam em seus im\u00f3veis 17% da regi\u00e3o em vegeta\u00e7\u00e3o nativa contra 4% em \u00e1reas protegidas. Na \u00e1rea rural, eles preservam 29% de suas terras, n\u00famero tamb\u00e9m superior \u00e0 exig\u00eancia da legisla\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n<p>No Centro-Oeste, ainda sem os dados do Mato Grosso do Sul, os produtores preservam em seus im\u00f3veis 33% da regi\u00e3o, contra 14% em \u00e1reas protegidas. Na \u00e1rea agr\u00edcola, eles preservam 49% de suas terras, praticamente a metade, n\u00famero bem superior \u00e0 demanda do C\u00f3digo Florestal.<\/p>\n<p>No norte, no Tocantins, a agricultura preserva o dobro de \u00e1rea total das unidades de conserva\u00e7\u00e3o e terras ind\u00edgenas: 20% contra 10%. Nos im\u00f3veis, os produtores apresentam uma taxa de preserva\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa de 56%! Esse \u00e9 o \u00fanico estado da regi\u00e3o n\u00e3o inserido integralmente no bioma Amaz\u00f4nia. Nos estados amaz\u00f4nicos a prote\u00e7\u00e3o ambiental \u00e9 muito abrangente: 71% do Amap\u00e1, 53% do Amazonas e 50% do Par\u00e1, al\u00e9m de amplos territ\u00f3rios recobertos por floresta tropical em terras devolutas.<\/p>\n<p>No Nordeste, ainda faltam muitas \u00e1reas cadastr\u00e1veis no CAR. Mas, para indicar o papel dos agricultores na preserva\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o os dados dispon\u00edveis j\u00e1 bastam. Na maioria dos estados nordestinos, os produtores preservam mais de 50% da \u00e1rea de seus im\u00f3veis quando a exig\u00eancia \u00e9 de 20% (salvo em parte do Maranh\u00e3o). A \u00e1rea preservada pela pequena parcela de agricultores cadastrados no CAR (34%) at\u00e9 2016, j\u00e1 representava cerca de 20% da regi\u00e3o, enquanto as \u00e1reas protegidas conservam menos de 10%.<\/p>\n<p>O cadastramento segue at\u00e9 dezembro e os dados sempre ser\u00e3o atualizados. N\u00e3o h\u00e1 no brasil nenhuma categoria profissional: minerador, m\u00e9dico, professor, industrial, militar, promotor, economista, que preserve tanto o meio ambiente com os agricultores. Salvo na Amaz\u00f4nia, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma institui\u00e7\u00e3o, secretaria, \u00f3rg\u00e3o federal ou estadual, empresa provada ou organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental que preserve tantas \u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o nativa, como os produtores rurais: 19% do Brasil.<\/p>\n<p>Esse enorme esfor\u00e7o de preserva\u00e7\u00e3o nos im\u00f3veis rurais beneficia toda a Na\u00e7\u00e3o. O custo decorrente de imobilizar e manter essas \u00e1reas recai apenas sobre o produtor, sem contrapartida da sociedade, principalmente dos consumidores urbanos. Destes, os produtores esperam, no m\u00ednimo, o justo reconhecimento, sem a demoniza\u00e7\u00e3o de suas atividades de produzir alimentos, e mais conhecimento de suas realidades.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por\u00a0<strong>*Evaristo E. de Miranda<\/strong>Fonte:\u00a0<strong>Revista Agro DBO<\/strong><\/p>\n<p><em>*Evaristo E. de Miranda \u00e9 Doutor em Ecologia, engenheiro agr\u00f4nomo e pesquisador da Embrapa<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Grande produtor de alimentos, energia e fibras, o Brasil \u00e9 uma pot\u00eancia em preserva\u00e7\u00e3o ambiental com cerca de 67% de seu territ\u00f3rio em vegeta\u00e7\u00e3o nativa preservada ou protegida. \u00c9 o que aponta a primeira an\u00e1lise das informa\u00e7\u00f5es de mais 4 milh\u00f5es de produtores inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR), realizada pela Embrapa Monitoramento por Sat\u00e9lite. 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