{"id":2721,"date":"2021-03-08T13:43:40","date_gmt":"2021-03-08T16:43:40","guid":{"rendered":"http:\/\/sistemafaepa.com.br\/faepa\/dia-internacional-da-mulher-conheca-a-historia-de-mulheres-que-vivem-o-agro-no-para\/"},"modified":"2021-03-08T13:43:40","modified_gmt":"2021-03-08T16:43:40","slug":"dia-internacional-da-mulher-conheca-a-historia-de-mulheres-que-vivem-o-agro-no-para","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistemafaepa.com.br\/faepa\/dia-internacional-da-mulher-conheca-a-historia-de-mulheres-que-vivem-o-agro-no-para\/","title":{"rendered":"Dia Internacional da Mulher: conhe\u00e7a a hist\u00f3ria de mulheres que vivem o agro no Par\u00e1"},"content":{"rendered":"<p>Nesta segunda-feira (8\/3), o mundo celebra o Dia Internacional da Mulher. A participa\u00e7\u00e3o feminina no agro est\u00e1 em franco crescimento e, de acordo com o \u00faltimo Censo Agropecu\u00e1rio feito pelo IBGE, h\u00e1 1,7 milh\u00e3o de mulheres que se autodeclararam chefes de um empreendimento rural. A propor\u00e7\u00e3o das chefes de fazenda subiu de 12,6%, em 2006, para 18,6%, em 2017. Segundo o IBGE, elas s\u00e3o produtoras, gerentes e respons\u00e1veis diretas pelas principais atividades nas propriedades.<\/p>\n<p>Esses n\u00fameros revelam ainda que as mulheres representam 29% do agro brasileiro, est\u00e3o no comando de 946.075 (18,7%) das cerca de 5 milh\u00f5es de propriedades rurais contabilizadas pelo levantamento e ainda, que o n\u00famero de estabelecimentos rurais administrados por mulheres cresceu 38% em 12 anos.<\/p>\n<p>A seguir, o Sistema Faepa apresenta o perfil de mulheres que vivem o agroneg\u00f3cio no Par\u00e1 e se orgulham da sua trajet\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong>Conhecimento e amor na gest\u00e3o da propriedade<\/strong><\/p>\n<p>Renata Maria Cardoso Salatini, tem 44 anos, \u00e9 secret\u00e1ria executiva tril\u00edngue, gestora, produtora rural e propriet\u00e1ria da Fazenda Maria J\u00falia em Paragominas (PA). Ela conta que, embora n\u00e3o tenha forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica em ci\u00eancias agr\u00e1rias, sua paix\u00e3o pela terra e por tudo o que est\u00e1 relacionado ao agro vem desde a inf\u00e2ncia. \u201cVi meus av\u00f3s e tios cuidarem com muito carinho dessa rela\u00e7\u00e3o e em 2000 meu marido comprou uma fazenda em Itapor\u00e3 (MS) e, por uma necessidade entrei na atividade e simplesmente me apaixonei. Atualmente estamos no Par\u00e1 por acreditar que o Estado seja promissor, ofere\u00e7a grandes oportunidades e crescimento ao agroneg\u00f3cio\u201d, revela.<\/p>\n<p>Renata conta que sua maior realiza\u00e7\u00e3o profissional \u00e9 administrar a fazenda. \u201cApesar de n\u00e3o ter realizado o sonho de ser agr\u00f4noma, Deus realizou meu desejo indiretamente colocando-me no campo e permitindo com que atue com muito amor, buscando sempre informa\u00e7\u00e3o, conhecimento constante para agregar, aprimorar e reciclar o que sempre aprendo\u201d, comenta.<\/p>\n<p>A produtora rural de gr\u00e3os destaca a import\u00e2ncia da sustentabilidade econ\u00f4mica, social e ambiental na atividade rural. \u201cEstou atenta \u00e0 qualidade de vida e a forma\u00e7\u00e3o dos funcion\u00e1rios, aprimoro cada vez mais o sistema de gest\u00e3o com excel\u00eancia nas opera\u00e7\u00f5es, procuro participar do desenvolvimento de uma sociedade mais humana proporcionando oportunidades para as futuras gera\u00e7\u00f5es dos funcion\u00e1rios da Fazenda Maria J\u00falia e do Estado do Par\u00e1\u201d, observa orgulhosa.<\/p>\n<p>Sue Ann de Miranda Tibery, 75 anos, \u00e9 de uma fam\u00edlia tradicional de pecuaristas da Ilha do Maraj\u00f3. Ela conta que seu bisav\u00f4 adquiriu a Fazenda Uni\u00e3o em 1899, sua av\u00f3 e m\u00e3e ficaram vi\u00favas muito jovens e ela teve que assumir a propriedade rural e administrar os neg\u00f3cios da fam\u00edlia em Cachoeira do Arari (PA). \u201cO dia a dia no campo despertou em mim o amor pela pecu\u00e1ria\u201d, conta ela que \u00e9 criadora de gado Nelore, b\u00fafalos e cavalos Puruca, Marajoara e \u00c1rabe. Sue coleciona trof\u00e9us e pr\u00eamios em sua fazenda, al\u00e9m de revistas nacionais e internacionais com mat\u00e9rias revelando a beleza da regi\u00e3o, pela qual considera uma apaixonada. Segundo dela \u201csomente os fortes sobrevivem no Maraj\u00f3\u201d. Saudosa e orgulhosa da sua trajet\u00f3ria, Sue revela que quando seu marido era vivo eles sempre viajavam para exposi\u00e7\u00f5es nacionais para se reciclar, assistir aos julgamentos, visitar fazendas, etc.<\/p>\n<p><strong>Pioneirismo e compet\u00eancia por um agro mais forte<\/strong><\/p>\n<p>A pecuarista e advogada Cristina Malcher, de 58 anos, que \u00e9 conselheira do Sistema Faepa e diretora do Sindicato de Produtores Rurais de Rondon do Par\u00e1, conta ter uma tradi\u00e7\u00e3o familiar no agro. \u201cDesde o Esp\u00edrito Santo, terra natal de meus av\u00f3s e pais, temos o v\u00ednculo com a produ\u00e7\u00e3o rural. Tenho orgulho de fazer parte de uma gente que trabalha produzindo alimentos para todos. \u00c9 um sentimento de amor, que faz com que todas as dificuldades n\u00e3o nos desestimulem, muito pelo contr\u00e1rio, nos impulsionem\u201d, revela.<\/p>\n<p>Cristina, que \u00e9 criadora das ra\u00e7as Guzer\u00e1 e Nelore, bubalinos para produ\u00e7\u00e3o de queijos de leite de b\u00fafala, conta que sua propriedade foi pioneira no Par\u00e1 na produ\u00e7\u00e3o de mozzarella de b\u00fafala e comenta que o agro passou por muitas mudan\u00e7as e nesse processo as mulheres se adequaram. \u201cJuntamente com o trabalho pioneiro que desenvolvo na fazenda, atuo h\u00e1 38 anos na defesa\u00a0 do setor, atrav\u00e9s do Sindicato dos Produtores Rurais de Rondon do Par\u00e1 e Faepa,\u00a0 pois, quest\u00f5es fundi\u00e1rias, ambientais, log\u00edstica de transporte e pol\u00edticas de cr\u00e9dito agr\u00edcola s\u00e3o t\u00e3o importantes como as tecnologias implantadas nas propriedades rurais paraenses\u201d, relata.<\/p>\n<p>A empres\u00e1ria, gestora e consultora, M\u00e1rcia Centeno, que tamb\u00e9m \u00e9 diretora da Faepa, revela ter muito orgulho de participar do Agro. \u201cNa verdade, o Agro \u00e9 vida. Tudo o que comemos e usamos vem do Agro. Ent\u00e3o eu tenho muito orgulho e muito amor pelo meu setor junto com uma paix\u00e3o enorme\u201d, destaca. A fazenda e propriedade dela s\u00e3o de ciclo completo. No local \u00e9 poss\u00edvel ver o resultado da IODF, os frutos, os bezerros nascendo, o gado engordando, sendo abatido. M\u00e1rcia conta que \u00e9 os resultados s\u00e3o bons e que \u00e9 muito gratificante superar os desafios que enfrenta diariamente no campo. \u201c\u00c9 tudo muito intenso, voc\u00ea tem que estar administrando v\u00e1rias coisas e intemp\u00e9ries da natureza e ataques de pragas, mas n\u00f3s da Fazenda Rio Branco topamos o desafio sempre buscando fazer algo melhor de uma forma bem diferente. Hoje a fazenda tem tamb\u00e9m plantio de milho junto e o ciclo completo. Me sinto muito realizada apesar do estresse porque nada na vida \u00e9 f\u00e1cil, mas quando a gente ama o que faz tudo se torna mais tranquilo\u201d, menciona.<\/p>\n<p>A Coordenadora do N\u00facleo Tapaj\u00f3s do Sistema Faepa\/Senar e diretora de Fomento Vegetal de Itaituba, Ant\u00f4nia Gurgel, conta que sua hist\u00f3ria no Agro come\u00e7ou quando trabalhava com seu ex chefe, Juv\u00eancio Pereira da Silva, que na \u00e9poca era Presidente do Sindicato de Produtores Rurais de Itaituba e tamb\u00e9m trabalhava com melhoramento gen\u00e9tico. Foi assim que ela come\u00e7ou a gostar da \u00e1rea e de tudo o que o setor representa para a sociedade. Estando nesse ambiente ela passou a se relacionar com produtores rurais e como consequ\u00eancia e incentivo de Juv\u00eancio se tornou tamb\u00e9m presidente do Sindicato de Produtores Rurais de Itaituba, de 2008 a 2019. O sentimento que Ant\u00f4nia revela ter pelo setor \u00e9 que h\u00e1 muito a melhorar, pois os produtores rurais t\u00eam muitas cobran\u00e7as, por isso ela gostaria que tivessem uma rotina com mais facilidades para gerar mais produ\u00e7\u00e3o. Ela sonha que a sua propriedade obtenha casa vez mais alta produtividade.<\/p>\n<p><strong>Paix\u00e3o pelo agro de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A zootecnista Karen Jamile Viana de Sousa, de 33 anos, comenta que a fam\u00edlia tem propriedade h\u00e1 mais de 40 anos em Santa Luzia do Par\u00e1 (PA), na regi\u00e3o nordeste paraense, onde atua no ramo da bovinocultura de corte e na fruticultura. Ela conta que herdou dos pais o amor pelo campo e compreendeu desde cedo a import\u00e2ncia do agro para a sociedade. \u201cO setor \u00e9 respons\u00e1vel por colocar alimento na mesa das pessoas, al\u00e9m de gerar emprego e renda. Como n\u00e3o amar um segmento que trabalha com a terra, respeita a natureza e ainda ajuda a matar a fome do mundo?\u201d, observa. N\u00e3o foi \u00e0 toa que Karen escolheu a zootecnia. \u201cA minha profiss\u00e3o possibilita trabalhar no campo como t\u00e9cnica, produtora rural, al\u00e9m de compor a diretoria do Sindicato de Produtores Rurais de Santa Luzia do Par\u00e1, podendo assim trazer conhecimento e benef\u00edcios a zona rural\u201d, revela.<\/p>\n<p>Para ela, trabalhar no setor agropecu\u00e1rio \u00e9 um grande desafio que \u00e9 vencido diariamente com muito trabalho, dedica\u00e7\u00e3o e amor pela atividade. \u201c\u00c9 poss\u00edvel mostrar para outras mulheres que podemos vencer todas as barreiras, quando acreditamos na import\u00e2ncia do nosso trabalho, desenvolvendo nossas atividades com responsabilidade, compet\u00eancia, amor e dedica\u00e7\u00e3o, empregando o verdadeiro sentido do empoderamento feminino no campo\u201d, diz Karen, que espera ver cada vez mais mulheres ocupando cargos em todos os setores da economia, especialmente no agro. \u201cAcredito que o desafio para fazer a diferen\u00e7a no campo \u00e9 levar tecnologia e conhecimento para todos, e, dessa forma, motivar e inspirar outras pessoas\u201d, finaliza.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o da jovem zootecnista Marcela Marques Vendramini, de 30 anos, o agro, al\u00e9m de uma atividade fundamental, \u00e9 uma paix\u00e3o que foi passando de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o. \u201cA mulher produtora rural vem garantindo lugar expressivo na minha fam\u00edlia desde a minha bisav\u00f3 Minervina Lobato. No meu conv\u00edvio tive o exemplo da minha av\u00f3 Henriqueta Lobato, marajoara, nascida em uma fazenda em Ponta de Pedras (PA), que virou produtora de bubalinos, bovinos e equinos no munic\u00edpio de Soure, com presen\u00e7a ativa no campo at\u00e9 seus 95 anos, e sempre com alegria e for\u00e7a\u201d, conta Marcela.<\/p>\n<p>\u201cSe algu\u00e9m tinha d\u00favidas sobre o que uma mulher \u00e9 capaz no campo e como fazendeira, certamente ela provou que as mulheres podem ser uma refer\u00eancia de sucesso para todos. Ela ensinou tamb\u00e9m para muitos o que \u00e9 amar suas ra\u00edzes, as pessoas envolvidas no neg\u00f3cio, e mais do que isso, passou seus ensinamentos para a minha m\u00e3e Ana Cristina e para mim, mais duas gera\u00e7\u00f5es de mulheres no agro que hoje gerenciam a empresa, tamb\u00e9m amam a atividade e t\u00eam a miss\u00e3o de dar continuidade ao sonho e perpetuar o sucesso por mais muitas gera\u00e7\u00f5es\u201d, destaca Marcela em homenagem a sua av\u00f3.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta segunda-feira (8\/3), o mundo celebra o Dia Internacional da Mulher. A participa\u00e7\u00e3o feminina no agro est\u00e1 em franco crescimento e, de acordo com o \u00faltimo Censo Agropecu\u00e1rio feito pelo IBGE, h\u00e1 1,7 milh\u00e3o de mulheres que se autodeclararam chefes de um empreendimento rural. 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