{"id":1633,"date":"2019-07-18T17:35:55","date_gmt":"2019-07-18T20:35:55","guid":{"rendered":"http:\/\/sistemafaepa.com.br\/faepa\/2019\/07\/18\/28-de-julho-dia-do-agricultor\/"},"modified":"2019-07-18T17:35:55","modified_gmt":"2019-07-18T20:35:55","slug":"28-de-julho-dia-do-agricultor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistemafaepa.com.br\/faepa\/28-de-julho-dia-do-agricultor\/","title":{"rendered":"28 de Julho: Dia do Agricultor"},"content":{"rendered":"<p><strong>Campo comemora avan\u00e7os nas cadeias produtivas <\/strong><\/p>\n<p>Neste dia 28 de Julho comemoramos o Dia do Agricultor! A data foi institu\u00edda em 1960, pelo ent\u00e3o presidente Juscelino Kubitschek, para comemorar os 100 anos da cria\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Agricultura. Muita coisa mudou desde essa \u00e9poca:\u00a0a ci\u00eancia, a tecnologia e o empreendedorismo inerentes aos agricultores brasileiros\u00a0transformaram a arte de produzir alimentos.<\/p>\n<p>Tanto \u00e9 assim, que a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola paraense expandiu muito nos \u00faltimos 10 anos. Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 nisso que se baseia o agro do Par\u00e1. Do algod\u00e3o da roupa, passando pelo etanol do seu carro, at\u00e9 o p\u00e3ozinho de cada dia, passam pelas m\u00e3os do agricultor.<\/p>\n<p>Quem trabalha no campo, trabalha para todos, afirma o presidente da Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Par\u00e1, Carlos Xavier. \u201cA Import\u00e2ncia do agricultor vai muito al\u00e9m de colocar um alimento em sua mesa. Al\u00e9m de produzir alimentos, o agricultor \u00e9 respons\u00e1vel por produzir mat\u00e9ria-prima para in\u00fameros insumos que voc\u00ea consome no dia a dia. O papel, a borracha e o l\u00e1pis que voc\u00ea utilizou s\u00f3 estavam dispon\u00edveis porque algum agricultor trabalhou arduamente plantando \u00e1rvores, como eucalipto e pinus, por exemplo. O mesmo sentido vale para sua roupa que precisa do algod\u00e3o, seus m\u00f3veis que precisam da madeira legal, enfim, todos os produtos de nosso dia a dia t\u00eam uma liga\u00e7\u00e3o com o campo\u201d, menciona.<\/p>\n<p>No Par\u00e1, em uma d\u00e9cada, por exemplo, algumas cadeias produtivas tiveram expans\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Cacau &#8211;<\/strong> O cacau obteve aumento de produ\u00e7\u00e3o em 169,3% &#8211; passando de 43.207 toneladas em 2007 para 116 mil toneladas em 2018 \u2013 sendo a Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Par\u00e1 (Faepa) uma das maiores incentivadoras para fortalecer a produ\u00e7\u00e3o do fruto e comercializa\u00e7\u00e3o de chocolate com a cria\u00e7\u00e3o da Escola-Ind\u00fastria, um projeto desenvolvido pelo Sistema Faepa\/Senar em parceria com o Governo do Estado, atrav\u00e9s do Fundo de Desenvolvimento da Cacauicultura do Par\u00e1 (Funcacau), criado para capacitar o produtor rural. O projeto, que \u00e9 o primeiro em n\u00edvel nacional, ir\u00e1 verticalizar a produ\u00e7\u00e3o do cacau no Estado, atualmente o maior produtor mundial da am\u00eandoa.<\/p>\n<p>\u201cSomos o maior produtor de cacau do mundo, produzindo cinco vezes mais que a Bahia, o segundo maior produtor. Entretanto, exportamos 99% da nossa am\u00eandoa, por isso desenvolvemos este revolucion\u00e1rio projeto, para que tamb\u00e9m sejamos respons\u00e1veis pelo beneficiamento e, com isso, consigamos movimentar ainda mais essa cadeia produtiva e contribuir para o desenvolvimento do nosso Par\u00e1, atrav\u00e9s da cria\u00e7\u00e3o de novos empregos e renda para a popula\u00e7\u00e3o\u201d, conta o presidente.<\/p>\n<p>O projeto prev\u00ea a instala\u00e7\u00e3o de seis unidades piloto para a produ\u00e7\u00e3o de chocolate nos munic\u00edpios de Altamira, Camet\u00e1, Castanhal, Igarap\u00e9 Miri, Medicil\u00e2ncia, al\u00e9m de uma unidade m\u00f3vel.<\/p>\n<p>Produtor de cacau desde a d\u00e9cada de 70 em Tom\u00e9-A\u00e7u, Michinori Kongano, conta que 80% da produ\u00e7\u00e3o do cacau que produz s\u00e3o exportados para o Jap\u00e3o e utilizados na produ\u00e7\u00e3o de chocolates 50% e 80% cacau. Ele conta que o munic\u00edpio de Medicil\u00e2ndia \u00e9 o que mais produz o fruto no Estado, pois est\u00e1 localizado na regi\u00e3o da Transamaz\u00f4nica, local que possui solo favor\u00e1vel com as chamadas terras roxas.<\/p>\n<p>\u201cEm Tom\u00e9-A\u00e7u adotamos o sistema florestal que visa a\u00e7\u00f5es de sustentabilidade, assim como o lado social, econ\u00f4mico e ambiental. Com florestas implantadas e preserva\u00e7\u00e3o, temos colheita durante os doze meses do ano, o que possibilita distribui\u00e7\u00e3o de renda e m\u00e3o de obra que trabalha na sombra. O uso de pesticida \u00e9 baixo e n\u00e3o h\u00e1 praticamente eros\u00e3o e sem queimadas\u201d, explica.<\/p>\n<p><strong>Citricultura \u2013<\/strong>\u00a0No que se refere a produ\u00e7\u00e3o de laranja em dez anos houve aumento na produ\u00e7\u00e3o em 36,3%, sendo que em 2007 a produ\u00e7\u00e3o apontava para 210 mil toneladas e em 2017 o n\u00famero subiu para 286 mil toneladas. O lim\u00e3o teve aumento de 859,1%: 8 mil toneladas (2007) para 82 mil toneladas (2017).<\/p>\n<p>Segundo os citricultores, 90% de toda \u00e1rea plantada est\u00e1 no munic\u00edpio de Capit\u00e3o Po\u00e7o, o que equivale a 16 mil hectares de citrus, sendo que 80% \u00e9 de laranja e o restante de lim\u00e3o e tangerina. A estimativa \u00e9 que existam cerca de quatro mil produtores trabalhando com a planta\u00e7\u00e3o de frutas c\u00edtricas em Capit\u00e3o Po\u00e7o e demais localidades. Hoje, a citricultura, \u00e9 a principal fonte de renda do munic\u00edpio.<\/p>\n<p>O produtor de laranja e lim\u00e3o de Capit\u00e3o Po\u00e7o, Adriano Ramos explica que o Estado possui solo e clima favor\u00e1vel para produ\u00e7\u00e3o de frutas c\u00edtricas e que a cada ano a produ\u00e7\u00e3o no munic\u00edpio est\u00e1 cada vez maior. \u201cA laranja do tipo p\u00eara rio \u00e9 uma das preferidas dos brasileiros, de Capit\u00e3o Po\u00e7o ela \u00e9 vendida no Maranh\u00e3o, Piau\u00ed e Cear\u00e1\u201d, destaca.<\/p>\n<p><strong>Soja e milho \u2013<\/strong>\u00a0Em dez anos a produ\u00e7\u00e3o de soja no Estado do Par\u00e1 subiu em 959,7%. Em 2007, a produ\u00e7\u00e3o era de 154 mil toneladas e em 2017 foi para 1, 6 milh\u00f5es de toneladas.\u00a0<strong>\u00a0<\/strong>Ao todo, 68,9% foi o valor do aumento da produ\u00e7\u00e3o de milho no Par\u00e1, em uma d\u00e9cada. Em 2007 a produ\u00e7\u00e3o era de 516 mil toneladas e em 2017 foi de 872 mil toneladas.<\/p>\n<p>Segundo o coordenador do Polo de Gr\u00e3os de Tail\u00e2ndia, Julival David, em 2017 e 2018 a produ\u00e7\u00e3o de milho e de soja em Tail\u00e2ndia atingiu 25 mil hectares. A estimativa \u00e9 que em 2019 e 2020 chegue a 50 mil hectares.<\/p>\n<p>\u201cA maioria da produ\u00e7\u00e3o de milho e de soja \u00e9 exportada para pa\u00edses asi\u00e1ticos, que utilizam o produto para ra\u00e7\u00e3o animal. O mercado interno \u00e9 baixo, mas no estado do Par\u00e1 o maiores consumidores s\u00e3o as empresas de avicultura localizadas em \u00a0Santa Izabel do Par\u00e1\u201d, disse e informou ainda que ao todo o estado do Par\u00e1 possui quatro polos de Gr\u00e3os nos munic\u00edpios de Paragominas, Santana do Araguaia, Santar\u00e9m e Tail\u00e2ndia.<\/p>\n<p><strong>A\u00e7a\u00ed \u2013\u00a0<\/strong>A produtora rural do munic\u00edpio de Igarap\u00e9 Miri, Darlene Pantoja, falou da import\u00e2ncia do apoio do Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) na regi\u00e3o, pois atrav\u00e9s do programa de capacita\u00e7\u00e3o e dos cursos profissionalizantes \u00e9 poss\u00edvel maior gera\u00e7\u00e3o de emprego e renda para os produtores locais.<\/p>\n<p>\u201cA parceria do Senar \u00e9 muito importante para o munic\u00edpio, pois beneficia os produtores rurais ensinando t\u00e9cnicas e melhorias para o cultivo do a\u00e7a\u00ed. Em 2018, realizamos mais de 20 cursos profissionalizantes que foram imprescind\u00edveis para o crescimento da economia e potencializa\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o. Aqui na regi\u00e3o temos cinco f\u00e1bricas que comercializam o fruto para outras cidades e at\u00e9 mesmo para fora do Brasil\u201d, ressalta Darlene.<\/p>\n<p>Com grande consumo pelos paraenses, e com o surgimento de novos adeptos pela Brasil, a produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7a\u00ed teve aumento significativo em dez anos: 156,2%. Em 2017 a produ\u00e7\u00e3o era de 497 mil toneladas e em 2017, 1,2 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<p><strong>Dend\u00ea \u2013\u00a0<\/strong>O \u00f3leo de palma est\u00e1 em tudo. Est\u00e1 na pizza, no sorvete, na margarina, no cosm\u00e9tico e no detergente. Seu uso como biocombust\u00edvel tamb\u00e9m j\u00e1 \u00e9 uma realidade. \u00c9 o \u00f3leo vegetal mais vers\u00e1til e sua demanda tem aumentado de modo impressionante nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Atualmente, o \u00f3leo de palma responde por 1\/3 da produ\u00e7\u00e3o global de \u00f3leos vegetais, com perspectiva de incremento. Trata-se de uma cultura perene, com ciclo produtivo de 30 anos, cujo processo de extra\u00e7\u00e3o \u00e9 mec\u00e2nico (sem usar solventes).<\/p>\n<p>O Brasil \u00e9 o quinto maior produtor mundial, e o Par\u00e1 responde por mais de 85% da produ\u00e7\u00e3o nacional, com 207 mil hectares. No Estado, a cadeia produtiva estende-se por 23 munic\u00edpios, estabelecida a partir de salvaguardas socioambientais, r\u00edgidas exig\u00eancias de certifica\u00e7\u00e3o e obrigatoriedade de recuperar \u00e1reas j\u00e1 degradadas.<\/p>\n<p>Para Roberto Yokoyama, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Produtores de \u00d3leo de Palma (Abrapalma) \u201cessas condi\u00e7\u00f5es podem fazer do Brasil um caso de sucesso para o \u00f3leo de palma no mundo. \u00c9 nesse futuro que acreditamos e nele estamos trabalhando para que o mundo seja melhor para as futuras gera\u00e7\u00f5es\u201d, afirma Yokoyama.<\/p>\n<p>Em dez anos o dend\u00ea teve aumento de 87,9%, sendo que em 2007 a produ\u00e7\u00e3o gerava 869 mil toneladas e em 2017 subiu para 1, 6 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<p><strong>Produtos que mais expandiram sua produ\u00e7\u00e3o no Par\u00e1 em 10 anos*<\/strong><\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"144\"><strong>Alimento<\/strong><\/td>\n<td width=\"144\"><strong>2007<\/strong><\/td>\n<td width=\"144\"><strong>2017<\/strong><\/td>\n<td width=\"144\"><strong>Aumento%<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"144\">Cacau<\/td>\n<td width=\"144\">43.207 toneladas<\/td>\n<td width=\"144\">116.358 toneladas<\/td>\n<td width=\"144\">169,3%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"144\">Laranja<\/td>\n<td width=\"144\">210.360 toneladas<\/td>\n<td width=\"144\">286.786 toneladas<\/td>\n<td width=\"144\">36,3%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"144\">Lim\u00e3o<\/td>\n<td width=\"144\">8.624 toneladas<\/td>\n<td width=\"144\">82.719 toneladas<\/td>\n<td width=\"144\">859,1%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"144\">Soja<\/td>\n<td width=\"144\">154.015 toneladas<\/td>\n<td width=\"144\">1.632.115 toneladas<\/td>\n<td width=\"144\">959,7%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"144\">Milho<\/td>\n<td width=\"144\">516.032 toneladas<\/td>\n<td width=\"144\">872.065 toneladas<\/td>\n<td width=\"144\">68,9%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"144\">A\u00e7a\u00ed<\/td>\n<td width=\"144\">497.163 toneladas<\/td>\n<td width=\"144\">1.274.056 toneladas<\/td>\n<td width=\"144\">156,2%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"144\">Dend\u00ea<\/td>\n<td width=\"144\">869.771 toneladas<\/td>\n<td width=\"144\">1.634.476 toneladas<\/td>\n<td width=\"144\">87,9%<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Fonte: IBGE<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Campo comemora avan\u00e7os nas cadeias produtivas Neste dia 28 de Julho comemoramos o Dia do Agricultor! A data foi institu\u00edda em 1960, pelo ent\u00e3o presidente Juscelino Kubitschek, para comemorar os 100 anos da cria\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Agricultura. 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