{"id":1357,"date":"2019-03-20T19:19:23","date_gmt":"2019-03-20T22:19:23","guid":{"rendered":"http:\/\/sistemafaepa.com.br\/faepa\/2019\/03\/20\/area-rural-dedicada-a-vegetacao-nativa-atinge-218-milhoes-de-hectares\/"},"modified":"2019-03-20T19:19:23","modified_gmt":"2019-03-20T22:19:23","slug":"area-rural-dedicada-a-vegetacao-nativa-atinge-218-milhoes-de-hectares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sistemafaepa.com.br\/faepa\/area-rural-dedicada-a-vegetacao-nativa-atinge-218-milhoes-de-hectares\/","title":{"rendered":"\u00c1rea rural dedicada \u00e0 vegeta\u00e7\u00e3o nativa atinge 218 milh\u00f5es de hectares"},"content":{"rendered":"<div style=\"width: 710px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.embrapa.br\/image\/journal\/article?img_id=37467621&amp;t=1536239411066&amp;width=320\" alt=\"CAR 2018 Map - Divulga\u00c3\u00a7\u00c3\u00a3o - \" width=\"700\" height=\"500\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Foto: CAR 2018 Map &#8211; Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>Os dados de novas inser\u00e7\u00f5es de im\u00f3veis ao Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (SiCAR), ao longo de um ano (2017\/2018), revelaram que a participa\u00e7\u00e3o do setor rural brasileiro na preserva\u00e7\u00e3o ambiental \u00e9 maior do que o estimado na primeira an\u00e1lise. Em fevereiro de 2018, agricultores, pecuaristas, silvicultores e extrativistas destinavam \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa mais de 218 milh\u00f5es de hectares, o equivalente a um quarto do territ\u00f3rio nacional (25,6%).<\/p>\n<p>Os n\u00fameros foram coletados pela Embrapa Territorial (SP), a partir das informa\u00e7\u00f5es mantidas no SiCAR pelo Servi\u00e7o Florestal Brasileiro (SFB). Em m\u00e9dia, \u00e9 como se cada produtor rural utilizasse apenas metade de suas terras. A outra metade \u00e9 ocupada com \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o permanente (\u00e0s margens de corpos d\u2019\u00e1gua e topos de morros), reserva legal e vegeta\u00e7\u00e3o excedente. O centro de pesquisa estimou o valor do patrim\u00f4nio fundi\u00e1rio imobilizado em preserva\u00e7\u00e3o ambiental e chegou \u00e0 cifra de R$ 3,1 trilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O pesquisador Evaristo de Miranda, chefe-geral da Embrapa Territorial, chama a aten\u00e7\u00e3o para a distribui\u00e7\u00e3o desses espa\u00e7os. \u201cEles est\u00e3o extremamente conectados e recobrem todo o territ\u00f3rio nacional. As \u00e1reas preservadas pelos agricultores comp\u00f5em um mosaico ambiental relevante e de grande dimens\u00e3o com as chamadas \u00e1reas protegidas,\u201d observa o cientista. Estas s\u00e3o formadas pelas terras ind\u00edgenas e as unidades de conserva\u00e7\u00e3o integral como parques nacionais, esta\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas e outras do g\u00eanero.<\/p>\n<p>Mapeada detalhadamente pela Embrapa Territorial, a \u00e1rea total destinada \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o, manuten\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa no Brasil ocupa 66,3% do territ\u00f3rio. Nesse n\u00famero, est\u00e3o os espa\u00e7os preservados pelo segmento rural, as unidades de conserva\u00e7\u00e3o integral, as terras ind\u00edgenas, as terras devolutas e as ainda n\u00e3o cadastradas no SiCAR. Elas somam 631 milh\u00f5es de hectares, \u00e1rea equivalente a 48 pa\u00edses da Europa somados.<\/p>\n<p><strong>Mais de 400 milh\u00f5es de hectares cadastrados<\/strong><\/p>\n<p>O Cadastro Ambiental Rural (CAR) \u00e9 uma exig\u00eancia do C\u00f3digo Florestal Brasileiro de 2012 para todas as propriedades e posses rurais no Brasil. No CAR, cada produtor delimitou, al\u00e9m do per\u00edmetro do im\u00f3vel, suas \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o permanente, reserva legal e de vegeta\u00e7\u00e3o excedente. Essa base de dados geocodificados foi constru\u00edda sobre imagens de sat\u00e9lite com cinco metros de resolu\u00e7\u00e3o espacial. No caso do estado de S\u00e3o Paulo, a resolu\u00e7\u00e3o \u00e9 melhor, de um metro. \u201cOs dados s\u00e3o muito precisos\u201d, afirma Miranda.<\/p>\n<p>Para calcular o territ\u00f3rio dedicado \u00e0 vegeta\u00e7\u00e3o nativa, a equipe da Embrapa Territorial baixou e integrou ao seu Sistema de Intelig\u00eancia Territorial Estrat\u00e9gica 180 gigabytes de dados de cada um dos 5.570 munic\u00edpios brasileiros. Os materiais e os m\u00e9todos utilizados, bem como os resultados, est\u00e3o dispon\u00edveis na p\u00e1gina da Embrapa sobre o CAR.<\/p>\n<p>At\u00e9 31 de janeiro de 2018, estavam cadastrados no SiCAR pouco mais de 4,8 milh\u00f5es de im\u00f3veis e 436,8 milh\u00f5es de hectares de terras. Essa \u00e1rea j\u00e1 supera em 30% a que foi identificada no Censo Agropecu\u00e1rio 2006, o \u00faltimo dispon\u00edvel. Por isso, Miranda avalia que a an\u00e1lise da dimens\u00e3o territorial da participa\u00e7\u00e3o do segmento rural na preserva\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa no Brasil est\u00e1 mensurada, pois os n\u00fameros devem ter pouca varia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No entanto, o pesquisador ressalta que tamb\u00e9m \u00e9 preciso analisar as dimens\u00f5es econ\u00f4mica, social e ambiental. A primeira come\u00e7ou a ser estudada, com a mensura\u00e7\u00e3o do valor patrimonial imobilizado. \u201cMas h\u00e1 ainda o custo de oportunidade e as despesas com manuten\u00e7\u00e3o a serem calculados\u201d, lembra. O centro de pesquisa est\u00e1 atuando no levantamento desses dois itens. Trabalhar\u00e1 ainda nas avalia\u00e7\u00f5es de impacto sobre empregos, impostos, estoques de carbono, indicadores de biodiversidade e servi\u00e7os ambientais.<\/p>\n<p><strong>Par\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>Os dados do CAR permitem tamb\u00e9m avalia\u00e7\u00f5es regionalizadas da participa\u00e7\u00e3o do segmento rural na preserva\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa. A Embrapa Territorial fez esse trabalho para o Par\u00e1, a pedido da Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria (Faepa).<\/p>\n<p>Os n\u00fameros s\u00e3o semelhantes aos nacionais: em m\u00e9dia, 57,6% dos im\u00f3veis n\u00e3o s\u00e3o utilizados para atividades econ\u00f4micas, mas destinados a \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o permanente, reserva legal, vegeta\u00e7\u00e3o excedente e hidrografia. Essas terras correspondem a 23% do territ\u00f3rio paraense. O estado ainda \u00e9 caracterizado por extensas unidades de conserva\u00e7\u00e3o e terras ind\u00edgenas que, somadas e descontadas as sobreposi\u00e7\u00f5es, ocupam mais de 45% do territ\u00f3rio paraense, cerca de 85,7 milh\u00f5es de hectares.<\/p>\n<p>O Par\u00e1 est\u00e1 na chamada Amaz\u00f4nia Legal, onde o C\u00f3digo Florestal exige que 80% da propriedade seja reservada para vegeta\u00e7\u00e3o nativa nas regi\u00f5es com floresta. Mas o estado tamb\u00e9m tem \u00e1reas de cerrado e de campos gerais, em que a reserva legal pode ser de 35% e 20%, respectivamente. O C\u00f3digo ainda desobriga de recomposi\u00e7\u00e3o florestal os produtores que abriram \u00e1reas anteriormente \u00e0 publica\u00e7\u00e3o da lei, cumprindo as normas vigentes na \u00e9poca.<\/p>\n<p>A Embrapa Territorial entregou para a Faepa os n\u00fameros de cada um dos 144 munic\u00edpios paraenses. Para o analista Gustavo Spadotti, do centro de pesquisa, de posse dos dados em n\u00edvel municipal, \u201cos sindicatos que comp\u00f5em a federa\u00e7\u00e3o t\u00eam mais ferramentas para contribuir com o planejamento das administra\u00e7\u00f5es p\u00fablicas locais e auxiliar os pr\u00f3prios agricultores\u201d.<\/p>\n<p>Porto de Moz, Juriti, Augusto Corr\u00eaa, Curu\u00e7\u00e1, S\u00e3o Caetano de Odivelas, Magalh\u00e3es Barata, Aveiro, Maracan\u00e3, Almeirim e Oriximin\u00e1 s\u00e3o os dez munic\u00edpios com mais \u00e1rea dedicada \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o dentro das propriedades. Em Porto Moz, essa por\u00e7\u00e3o ultrapassa 95,2% da \u00e1rea rural.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.embrapa.br\/documents\/10180\/3258437\/Grafico_AtriUsoOcupacao.jpg\/7dca7ed4-b28d-657f-d232-b5c3dd4c4d0e?t=1532433278479\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Embrapa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os dados de novas inser\u00e7\u00f5es de im\u00f3veis ao Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (SiCAR), ao longo de um ano (2017\/2018), revelaram que a participa\u00e7\u00e3o do setor rural brasileiro na preserva\u00e7\u00e3o ambiental \u00e9 maior do que o estimado na primeira an\u00e1lise. 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