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Comitiva é recepcionado pelo presidente da Faepa, Carlos Xavier, com um almoço com cardápio paraense

A Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (FAEPA) recebeu, entre os dias 23 e 26 de setembro, uma comitiva chinesa formada por representantes da China Chain Store & Franchise Association (CCFA), do World Resources Institute (WRI) China e de empresas do varejo do país asiático. A agenda reuniu visitas técnicas, encontros institucionais e apresentações sobre pecuária, sustentabilidade, rastreabilidade e produtos da sociobiodiversidade paraense.

A missão teve como objetivo aproximar representantes do mercado chinês da produção brasileira, especialmente de experiências relacionadas à produção sustentável de carne bovina, rastreabilidade, conservação ambiental e oportunidades de cooperação comercial. O programa também buscou ampliar o diálogo entre fornecedores paraenses e empresas do varejo chinês, com atenção a produtos diferenciados da biodiversidade amazônica.

A delegação contou com lideranças da CCFA e do WRI China, além de executivos de empresas varejistas chinesas. Entre os participantes estava Peng Jianzhen, presidente da CCFA, entidade que representa mais de 1.600 redes associadas dos segmentos de varejo, comércio eletrônico e franquias, que juntas operam mais de 460 mil lojas na China.

No dia 24 de setembro, a programação foi voltada à cadeia da pecuária. Em Castanhal, a comitiva realizou visita técnica à Mercúrio Alimentos, onde acompanhou o fluxo operacional e sanitário da unidade, desde a chegada e recepção dos animais até as etapas de processamento, desossa e embalagem dos cortes de carne.

O grupo também conheceu dois modelos de produção pecuária. Na Fazenda Dona Eunice, do produtor Antônio Lobato, em Castanhal, foi apresentado o sistema de criação a pasto e abordada a manutenção da Reserva Legal na propriedade, destacando a relação entre produção rural e conservação da vegetação nativa. Já na Fazenda Alexandria, em Santa Izabel do Pará, a comitiva conheceu o sistema de confinamento bovino da Mercúrio Alimentos e recebeu explicações sobre o funcionamento da atividade.

A agenda teve continuidade no dia 25 com uma visita técnica à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas). A coordenadora de Monitoramento Ambiental, Jakeline Viana, apresentou políticas estaduais relacionadas ao controle do desmatamento, conservação, governança territorial e avanços do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Já a diretora de Mudanças Climáticas e Serviços Ambientais, Indara Martins Roumié, abordou estratégias estaduais diante das mudanças climáticas e apresentou o SeloVerde, sistema de rastreabilidade utilizado para ampliar a transparência das cadeias produtivas paraenses.

No Palácio da Agricultura, sede do Sistema Faepa/Senar, a comitiva conheceu as ações desenvolvidas pela instituição. A assessora técnica Eliana Zacca apresentou as potencialidades do agronegócio paraense e iniciativas realizadas pelo Sistema junto ao setor produtivo.

A programação também abriu espaço para tecnologias e modelos produtivos desenvolvidos no Pará. A Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA) apresentou sua experiência com Sistemas Agroflorestais, enquanto a Açaí Kaa demonstrou soluções relacionadas à automação do processamento do açaí por meio do Açaí Bot.

Em seguida, a delegação conheceu produtos de marcas paraenses atendidas pela consultora Giselle Amaral do programa Agro Br/CNA . A mostra reuniu itens como açaí e seus derivados, cacau, castanhas, mel, óleos e outros produtos ligados à produção agropecuária e à sociobiodiversidade amazônica.

Durante a agenda, os representantes chineses puderam conhecer produtos com potencial de inserção no mercado asiático. Entre as possibilidades apresentadas estão alimentos amazônicos como açaí, cacau, castanhas e frutas tropicais, além de polpas congeladas, frutas desidratadas, matérias-primas para alimentos processados e produtos prontos para consumo.

A recepção da missão internacional permitiu apresentar aos representantes chineses diferentes etapas da produção paraense, do campo à indústria, além de mecanismos de controle ambiental, rastreabilidade, tecnologias e produtos com potencial comercial. A agenda também abriu espaço para novas conexões entre o setor produtivo do Pará e empresas que atuam no mercado consumidor chinês.