Nesta terça-feira, 23 de junho, a Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), por meio de seu vice-presidente, Fernão Zancaner — que também preside o Sindicato dos Produtores Rurais de Ulianópolis —, acompanhou e apoiou a ação de reintegração de posse da Fazenda Arara Azul, localizada no município de Ulianópolis. A operação foi realizada pela Polícia Militar do Pará, em conjunto com o oficial de justiça da Vara Agrária de Marabá, em cumprimento à decisão judicial favorável ao produtor rural proprietário da área.
A operação transcorreu de forma pacífica e organizada, sob o comando do Capitão Demétrio, contando ainda com a presença do vice-presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Ulianópolis, Lindomar Resende, e do preposto do proprietário da Fazenda, Rui Leão. A ação foi mediada pelas forças de segurança e executada com êxito, observando rigorosamente os trâmites legais.
O Sindicato dos Produtores Rurais de Ulianópolis, com o apoio da Faepa, acompanha o caso desde o início da invasão, registrada em março deste ano, prestando suporte institucional ao produtor rural e acompanhando os desdobramentos jurídicos e operacionais da situação. “O resultado exitoso da operação reafirma o compromisso da FAEPA com a segurança jurídica no campo, a defesa do direito de propriedade, segurança e o bem-estar dos produtores rurais paraenses, atuando de forma permanente em apoio ao setor produtivo do Estado”, destaca o produtor rural Fernão Zancaner.
Orientações do Sistema Faepa/Senar-PA sobre invasões de propriedades rurais
A presença de produtores rurais em apoio à vítima de invasão durante o processo de reintegração de posse é considerada estratégica e relevante por três razões fundamentais:
1. Coesão setorial: demonstra a união e a capacidade de articulação do setor produtivo, fortalecendo sua representatividade institucional;
2. Efetividade operacional: contribui para o cumprimento adequado da ordem judicial, uma vez que a presença coletiva reduz a possibilidade de manobras protelatórias que possam dificultar a execução da diligência;
3. Efeito dissuasório: sinaliza de forma clara que novas tentativas de esbulho possessório na região serão acompanhadas e enfrentadas dentro dos limites da lei e das instituições competentes.