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A Amazônia amanhece em silêncio nesta sexta-feira, 20 de março de 2026. O falecimento de Djalma Bezerra Mello, aos 88 anos, representa uma perda profunda para o pensamento estratégico e para o desenvolvimento sustentável da nossa região.

Mais do que um técnico brilhante, ao longo de cinco décadas, Djalma dedicou sua trajetória a transformar investimentos em dignidade social, sempre com o olhar atento às particularidades da Amazônia. Radicado em Brasília, manteve suas raízes firmes na região, defendendo, com convicção, que o desenvolvimento socioeconômico também pertence ao amazônida.

Seu legado é marcado por contribuições concretas e duradouras. Foi também o idealizador da Política de Desenvolvimento Industrial da Amazônia Legal (Pdial), iniciativa pioneira voltada às necessidades da região, a exemplo da Zona Franca de Manaus, fortalecendo um modelo econômico que transformou a visão industrial do Amazonas. Sua visão ia além, para cada problema, uma forma de impulsionar vidas com sua mente resolutiva. Djalma Bezerra Mello foi a prova de que a economia deve servir à vida, idealizou as Rotas de Integração, impulsionando setores vitais como o cacau em Altamira e o açaí no Baixo Tocantins, Marajó e Castanhal, gerando renda para quem vive também da floresta.

Sua partida deixará mais do que o sentimento de perda, ficará uma lacuna na construção de estratégias para o desenvolvimento humano na Amazônia, por outro lado e com o olhar esperançoso, sua contribuição permanecerá viva em cada oportunidade gerada por suas ideias.

Ficam a esposa, Carmelita Mello, os filhos Viviane, Victor e Luiza, além de quatro netos. A todos estimo minhas mais sinceras considerações e condolências. Aos demais familiares, amigos e admiradores – os quais estão todos que atuam junto com ele na SUDAM e demais instituições, deixo o abraço apertado de quem acabou de perder um amigo. Querido Djalma, gratidão por sua vida dedicada a tantos!