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Todo o dinheiro arrecadado com o leilão de um trecho da Ferrovia Norte-Sul, a ser realizado ainda este ano, irá para o Fundo Nacional Ferroviário, cuja prioridade é a aplicação de recursos no Pará. A decisão foi tomada pelo governo federal nesta semana, após apelos de representantes do Estado, como o ex-ministro da Integração Nacional e pré-candidato ao governo do Pará, Helder Barbalho; o senador Jader Barbalho; integrantes das federações estaduais da Agricultura; da Indústria e do Comércio do Pará, entre outras lideranças do Estado, que estiveram pessoalmente em Brasília, com o presidente Michel Temer, para discutir a questão com o governo federal.

Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), Carlos Xavier, a criação do fundo representa uma vitória para o nosso Estado, que havia ficado de fora dos planos do governo na área de ferrovias. “A criação do Fundo Nacional Ferroviário foi uma conquista para nós, paraenses. O Pará tem dado sua contribuição ao país, especialmente no setor hidrelétrico, com nossos rios”, destacou.

No início do mês, o governo federal havia anunciado que a renovação de concessões de ferrovias não teria cobrança de outorga, mas sim a obrigação de realização de investimentos. “O fundo será criado e gerido pelo governo federal, mas já está destinado a esses investimentos”, ressaltou o ex-ministro da Integração Nacional e pré-candidato ao governo do Pará, Helder Barbalho.

O governo federal havia vinculado a construção da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), em Mato Grosso, à mineradora Vale. Em troca, a empresa teria a renovação automática das concessões da Ferrovia Vitória-Minas e da Estrada de Ferro Carajás. A decisão gerou revolta entre políticos e representantes do Pará, já que o Estado ficou, como dito antes, fora dos planos.

Entre os principais investimentos que o novo fundo vai custear estão a ligação da Ferrovia Norte-Sul, que hoje vai de Açailândia (MA), até Barcarena (PA), onde fica o Porto de Vila do Conde (PA), e a ponte rodoferroviária de Marabá (PA). “Com essa decisão, criamos alternativas de sair de Barcarena com uma ferrovia”, completou Carlos Xavier.

Esses dois itens devem custar cerca de R$ 1,2 bilhão e serão pagos com o dinheiro da Vale. “Esses investimentos vão interligar portos e gerar riqueza e desenvolvimento para o nosso Estado”, frisou Helder Barbalho.

A construção da Norte-Sul começou em 1987. O traçado inicial tinha extensão de 1,5 mil quilômetros entre Açailândia (MA) e Anápolis (GO), mas o projeto foi ampliado e previa a construção de trechos ao norte e ao sul do País. O trecho de 720 km da Norte-Sul entre Açailândia e Palmas (TO) já é operado pela Vale.

PARA ENTENDER

OS PROJETOS

– Entre os principais investimentos queo novo fundo vai custear estão a ligação da Ferrovia Norte-Sul, que hoje vai de Açailândia (MA), até Barcarena (PA), onde fica o Porto de Vila do Conde (PA), e a ponte rodoferroviária de Marabá (PA).

(Diário do Pará)